Notícias › 13/04/2018

Um giro com o Papa Francisco

Papa: o mundo clama “liberdade”, mas é sempre mais escravo

Francisco celebrou a missa na capela da Casa Santa Marta e propôs uma reflexão sobre a liberdade cristã baseada nos exemplos de Gamaliel, João, Pedro e do próprio Jesus.
Alessandro Di Bussolo e Bianca Fraccalvieri (Cidade do Vaticano) – Somos livres de seguir Jesus? Somos livres das paixões, das ambições, da moda? São as perguntas com as quais o Papa Francisco concluiu a homilia da missa celebrada na sexta-feira na capela da Casa Santa Marta, na qual comentou a primeira leitura, dos Atos dos Apóstolos, e o Evangelho de João sobre a multiplicação dos pães e dos peixes.

Gamaliel

A liberdade da qual falamos neste tempo pascal, iniciou o Papa, é a liberdade dos filhos que Jesus nos doou “com a sua obra redentora”. A primeira pessoa livre sobre a qual nos faz refletir a Liturgia é Gamaliel, o doutor da lei fariseu que, nos Atos dos Apóstolos, convence o Sinédrio a libertar Pedro e João, na prisão por terem curado um paralítico. Gamaliel, explicou Francisco, é um “homem livre, pensa de cabeça fria, os faz raciocinar”, os convence de que “o tempo faz o seu trabalho”.

O homem livre não tem medo do tempo: deixa Deus agir. Dá espaço para que Deus aja no tempo. O homem livre é paciente. E este homem era um judeu – não era cristão, não reconheceu Jesus salvador – mas era um homem livre. Formula o seu pensamento, o oferece aos outros e é aceito. A liberdade não é impaciente.

Também Pilatos pensou com cabeça fria, prosseguiu Francisco, e percebeu que Jesus era inocente. “Mas não conseguiu resolver o problema, porque não era livre, estava preso à promoção”, “faltava a ele a coragem da liberdade porque era escravo do carreirismo, da ambição, do seu sucesso”.

Pedro e João

O segundo exemplo de liberdade são Pedro e João, “que tinham curado o paralítico e agora estavam diante do Sinédrio”. No final, o Sinédrio os liberta, mas os faz flagelar embora inocentes.

Punidos injustamente, recordou o Papa, “foram embora do Sinédrio felizes de terem sido julgados dignos de sofrer insultos em nome de Jesus”. “Esta é a alegria de imitar Jesus – comentou o Pontífice. É outra liberdade: maior, mais ampla, mais cristã”. Pedro poderia ter ido do juiz e abrir uma causa contra o Sinédrio, pedindo ressarcimento. E, ao invés, estava feliz como João, “porque sofreram em nome de Jesus”. Talvez recordaram as palavras do Mestre: “Bem-aventurados quando forem insultados e perseguidos por minha causa”.

“Eram livres no sofrimento para seguir Jesus”, explicou ainda Francisco. É a atitude cristã: “Senhor, tu me destes muito, sofrestes muito por mim. Que posso fazer por Ti? Toma, Senhor, a minha vida, a minha mente, o meu coração, tudo é Teu”.

Esta é a liberdade de alguém apaixonado por Jesus Cristo. Selado pelo Espírito Santo, com a fé em Jesus Cristo. Tu fizestes isso por mim, eu faço isto por Ti. Também hoje existem muitos cristãos presos, torturados, que levam avante esta liberdade: de confessar Jesus Cristo.

Jesus

O terceiro exemplo é o próprio Jesus, que faz o milagre da multiplicação dos pães. No final, as pessoas ficam entusiasmadas e Jesus entende que “estavam chegando para fazê-lo rei”. Então se retira novamente sobre o monte. “Distanciou-se do triunfalismo. Não se deixou enganar por este triunfalismo – comentou o Papa – Era livre”.

Assim como no deserto, quando rechaçou as tentações de satanás “porque era livre, e a sua liberdade era seguir a vontade do Pai”. “E acabará na cruz. É o exemplo da liberdade maior: Jesus”. Ele seguiu a vontade do Pai para restabelecer a nossa condição de filhos.

Pensemos neste dia na minha liberdade, na nossa liberdade. Três exemplos – Gamaliel, Pedro e João; e o próprio Jesus – a minha liberdade é cristã? Sou livre? Ou sou escravo das minhas paixões, das minhas ambições, de tantas coisas, das riquezas, da moda? Parece uma brincadeira, mas quantas pessoas são escravas da moda! (…) Pensemos na nossa liberdade, neste mundo que é um pouco “disturbado”, esquizofrênico, não? Clama: “Liberdade, liberdade, liberdade!”, mas é mais escravo, escravo, escravo. Pensemos nesta liberdade que Deus, em Jesus, nos doa.

Fonte: https://www.vaticannews.va/pt/papa-francisco/missa-santa-marta/2018-04/papa-francisco-missa-santa-marta-liberdade.html


Carta do Papa: esperança dos bispos chilenos

Francisco se dirige aos Bispos chilenos para solicitar sua colaboração e assistência para discernir quais as medidas a serem adotadas, para restabelecer a comunhão eclesial no país.
Cidade do Vaticano

Por ocasião da conclusão da Assembleia Plenária dos Bispos da Conferência Episcopal do Chile, que ocorre nesta sexta-feira (13/4), o Secretário Geral dos Bispos chilenos, Dom Fernando Ramos, concedeu uma entrevista à Vatican News, na qual fala da Carta que o Papa Francisco lhes enviou no Domingo da Misericórdia (8/4), “sobre os abusos sexuais no país: dor e vergonha do Santo Padre”:

O tema dos abusos sexuais, que é muito grave, ocorreu não apenas na Igreja do Chile, como também em outras Igrejas locais. Trata-se de um tema que deve ser enfrentado de modo decidido, dando atenção a todas as pessoas envolvidas, sobretudo às vítimas”.

Francisco se dirige aos Bispos chilenos para solicitar sua colaboração e assistência para discernir quais as medidas a serem adotadas, para restabelecer a comunhão eclesial no país. O objetivo da sua Carta é reparar, se possível, este escândalo com justiça. Por isso, o Papa convoca os Bispos do Chile a Roma para dialogar sobre suas conclusões; será um momento fraternal e sem preconceitos, para fazer resplandecer a verdade na vida eclesial.

A respeito da visita que o Santo Padre fez ao Chile, no último mês de janeiro, Dom Fernando Ramos disse:

“Estamos avaliando a visita que o Santo Padre nos fez em janeiro: as luzes e as sobras, as questões e desafios que levantou na sua visita para a vida da Igreja no Chile, sobretudo o processo de evangelização e nossa missão de transmitir a Palavra de Jesus Cristo aos nossos compatriotas. Enfim, os Bispos chilenos receberam com esperança o apelo e o convite do Papa ao diálogo”.

Fonte: https://www.vaticannews.va/pt/igreja/news/2018-04/carta-do-papa-esperanca-dos-bispos-chilenos.html


Moçambique: Conferência de Institutos Religiosos debate vida consagrada no país

Representantes de Congregações religiosas em Moçambique estiveram reunidos de 11 a 13 de abril, em Maputo, para reflectir sobre os desafios da vida consagrada no país.

Hermínio José – Maputo

Representantes de Congregações religiosas em Moçambique, estiveram reunidas de 11 a 13 de Abril corrente, em Assembleia Geral extraordinária. O encontro que decorreu no Instituto Superior Maria Mãe de África, em Maputo, tinha como principal objectivo levar os superiores maiores das Congregações religiosas em Moçambique a reflectir sobre os desafios da vida consagrada no País.

Segundo a Ir. Regina Caiato, vice-presidente da CIRMO, Conferência dos Institutos Religiosos de Moçambique, buscar soluções dos desafios que a vida consagrada enfrenta em Moçambique, foi o tema de fundo do encontro.

Vida Consagrada em Moçambique: desafios e soluções

“Vida Consagrada em Moçambique: Desafios e soluções”, este foi o lema da I Assembleia Geral extraordinária da CIRMO. E a Ir. Regina Caiato, justifica a escolha deste lema, com o facto de os religiosos nas suas Congregações estarem a enfrentar uma série de desafios, cujas soluções devem ser encontradas em conjunto, pois, segundo elaborou, este é um problema global.

Entretanto, o Vatican News em Maputo, interpelou alguns participantes do encontro. Para o Pe. Alexandre, da Congregação dos Sacerdotes do Coração de Jesus, o evento serviu de troca de experiências em prol da vida consagrada em Moçambique, cujos desafios são enormes.

“Igreja Católica não é estática, mas sempre em movimento”, Ir. Teresa

Por seu turno, para a Irmã. Teresa de Carvalho, da Aposentação de Maria, a vida consagrada em Moçambique, é uma das vozes que aponta para o futuro, pois a igreja está sempre em movimento e é preciso acompanhar essa dinâmica enquanto religiosos e religiosas.

De referir que a primeira Assembleia-Geral extraordinária da CIRMO-Conferência dos Institutos Religiosos de Moçambique, terminou nesta sexta-feira, 13 de Abril, e contou com a presença de pouco mais de 50 superiores das congregações religiosas no País, e a cerimónia de abertura foi orientada pelo Núncio Apostólico em Moçambique, Dom Edgar Penã Parra.

Fonte: https://www.vaticannews.va/pt/igreja/news/2018-04/mocambique-conferencia-institutos-religiosos-vida-consagrada.html

 

 

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