Notícias › 17/07/2017

Primeira Igreja de Brasília celebra 60 anos

A Paróquia São João Bosco, no Núcleo Bandeirante, completou 60 anos de fundação neste domingo, 16/07. Durante todos esses anos de existência muitas conquistas e desafios foram vividos e superados sempre com o empenho e dedicação da comunidade, sempre muito numerosa, e dos Padres.

No domingo, às 09h30, foi celebrada uma missa em ação de graças na paróquia junto à comunidade, o cardeal Sergio da Rocha, arcebispo de Brasília e presidente da CNBB, presidiu a Santa Missa.

Ainda como parte das comemorações, a paróquia recebeu neste sábado, 15/07, a urna com os restos mortais de Dom Bosco, que ficará na Paróquia até o dia 23/07, para veneração. A visita da relíquia de dom Bosco passará por outras paróquias dedicadas a este santo até chegar ao Santuário Dom Bosco, localizada na W3-Sul, onde ficará permanentemente.

A história da Paróquia São João Bosco teve início em julho de 1957, quando foi construída na recém-formada cidade do Núcleo Bandeirante, tornando-se a primeira paróquia criada na Arquidiocese de Brasília.

A instalação da nova paróquia se deu pelas mãos de dom Fernando Gomes dos Santos, então arcebispo de Goiânia. O epíscopo nomeou padre Roque como pároco. Ali, o sacerdote permaneceu durante 37 anos até o falecimento.

Atualmente, a Paróquia tem 25 grupos, entre pastorais e movimentos, atuando fervorosamente na comunidade. E ainda é a responsável por quatro capelas. São elas:

  • Comunidade Nossa Senhora Aparecida – Metropolitana
  • Comunidade Nossa Senhora Auxiliadora – Divinéia
  • Comunidade Nossa Senhora das Graças – Park Way
  • Comunidade São José – Vila Cauhy

Na paróquia, são realizadas duas Missas diárias, às 06h30 e às 18h30, duas Missas aos sábados, às 06h30 e 19h, e cinco Missas Dominicais, às 07h, 09h30, 16h30, 18h e 19h30.

Cada celebração Eucarística ao longo da semana recebe cerca de 500 pessoas. Já aos domingos, participam das celebrações entre 700 e 900 pessoas, alcançando uma média de 3.500 pessoas todos os domingos.

Quanto à direção da paróquia, esta fica a cargo do padre Nilson Faria dos Santos, SDB. O religioso assumiu, em 06 de agosto de 2015, a missão deixada pelo padre Pedro Sottani, salesiano que dirigiu a comunidade também como pároco até o falecimento, aos 55 anos de idade, em 18 de julho de 2015. Durante a espera por um novo pastor, de julho a agosto, a P. São João Bosco teve como administrador o padre Oscar de Faria Campos.

A Paróquia dos Candangos – Foi a primeira a ser criada na Arquidiocese de Brasília.
A construção de Brasília trouxe para o Planalto Central uma multidão de trabalhadores – homens e mulheres que, em busca de melhores oportunidades, engajaram-se no sonho da construção da nova Capital. Vinda de todos os cantos do país, era gente precisando de cuidados espirituais.

Assim, em 16 de julho de 1957, o arcebispo de Goiânia, Dom Fernando Gomes de Oliveira, criou a primeira paróquia da futura Arquidiocese de Brasília: localizada naquela que era então conhecida como Cidade Livre -hoje Núcleo Bandeirante -, foi dedicada a São João Bosco, o santo que anteviu a nova capital do Brasil, e confiada aos salesianos. Logo foi designado o primeiro pároco, que marcaria para sempre a história da paróquia e de todo o Distrito Federal: padre Roque Valiati Baptista.

Filho de imigrantes italianos, padre Roque nasceu em 1918 na pequena cidade de Iconha, no Espírito Santo. A partir de 1932, estudou no Aspirantado Salesiano de Lavrinhas (SP) e, em 1938, iniciou o noviciado na ordem fundada por São João Bosco. Em 1947, foi ordenado padre. Exerceu o ministério sacerdotal nas cidades de Bagé (RS), Jaciguá (ES), Araxá (MG), Vitória e Goiânia, até ser chamado para exercer a missão de pastor dos trabalhadores que construíam Brasília.

Padre Roque chegou à Cidade Livre em 1956, antes mesmo da criação da paróquia São João Bosco. No começo, morou num hotel; depois, num quarto no acampamento dos candangos, perto de onde hoje é o aeroporto. Logo que chegou, começou seu trabalho junto ao povo da Cidade Livre e dos acampamentos, atendendo os engenheiros, os mestres-de-obras, os operários e suas famílias. Andava a pé ou de carona, até que Dom Fernando lhe arranjou um jipe, no qual carregava um altar itinerante. Mais tarde, providenciou a construção da igreja de madeira para acolher os fieis – a primeira missa na nova igreja foi celebrada em 24 de dezembro de 1957.

Uma das primeiras providências do Padre Roque foi criar uma escola para educar os filhos dos trabalhadores. Inicialmente, as aulas eram dadas na própria igreja, mas depois foi construído um barracão de madeira para abrigar a Escola Paroquial Nossa Senhora de Fátima, que existe até hoje com o nome de Escola Salesiana São Domingos Sávio.

Por 37 anos, Padre Roque esteve no Núcleo Bandeirante, onde fez inúmeros amigos e onde deixou muita saudade. Faleceu em junho de 1994, de câncer. Era homem bravo, enérgico e de convicção e fé profundas. Conduziu com firmeza e autoridade a paróquia, sempre de batina e com o terço na mão. Era homem de oração, tinha grande amor pelo sacerdócio, por Dom Bosco e pela Congregação Salesiana. Amava muito a Igreja e o Papa. Padre Roque desempenhou papel fundamental nos primeiros anos de Brasília, quando trabalhou incansavelmente na evangelização dos homens e mulheres que acorreram ao Planalto Central e deram seu suor pela construção da capital.

Fonte: http://www.arquidiocesedebrasilia.org.br/noticias.php

 

Deixe o seu comentário





* campos obrigatórios.

Facebook Auto Publish Powered By : XYZScripts.com