Notícias › 07/12/2018

Oração de São Francisco é tema da visita do Papa aos Emirados

Cidade do Vaticano – O Papa visitará Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos, de 3 a 5 de fevereiro de 2019, para participar do Encontro Inter-religioso Internacional sobre “Fraternidade Humana”. Francisco acolheu o convite do xeique Mohammed bin Zayed Al Nahyan, príncipe herdeiro de Abu Dhabi, e também da Igreja Católica nos Emirados Árabes Unidos. A notícia foi divulgada, nesta quinta-feira (06/12), pelo diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Greg Burke.

O tema da visita é “Fazei de mim um instrumento de vossa paz”, extraído da Oração de São Francisco de Assis. Espera-se que a visita do Papa Francisco aos Emirados Árabes Unidos possa difundir a paz de Deus no coração de todos os homens de boa vontade. O Papa escolheu o nome de São Francisco de Assis, um santo que colocou em prática as palavras de Jesus Cristo: “Felizes os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus”, (Mt 5, 9). A paz de Deus cura na pessoa toda forma de hostilidade e acompanha a Boa Nova, proclamada por Jesus Cristo, de um Deus que reconcilia o mundo consigo.

Logotipo da visita
O logotipo da visita é uma pomba que carrega no bico um ramo de oliveira. As cores da pomba, branca e amarela, retomam as cores da bandeira vaticana. As cores da bandeira dos Emirados Árabes Unidos estão inseridas no corpo da pomba, simbolizando que o Papa visita o país árabe como um arauto da paz.

PREGAÇÃO DO ADVENTO

Deus nos busca e vai ao nosso encontro desde a criação do mundo

Em sua primeira meditação, neste tempo litúrgico de Advento, em preparação ao Santo Natal, o Pregador da Casa Pontifícia refletiu sobre o tema “Deus existe”! Devido às nossas inúmeras tarefas e compromissos, problemas a serem resolvidos e desafios a serem superados, disse o Capuchinho, corremos o risco de perder de vista a nossa relação pessoal com Deus e com Cristo.

No entanto, sabemos, por experiência, que um relacionamento pessoal genuíno com Deus é a primeira condição para enfrentarmos as situações e problemáticas do nosso dia a dia, sem perder a paz e a paciência. Por isso, o tema das homilias de Advento do Pregador é extraído do Salmo: “Minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo”!

Os homens do nosso tempo buscam, sem cessar, sinais da existência de seres vivos e inteligentes em outros planetas. É uma busca legítima e compreensível. Entretanto, poucos buscam os sinais daquele Ser que criou o Universo, que entrou na história e vive nela. Quantas vezes somos obrigados a dizer a Deus, como Santo Agostinho: “Estavas comigo, mas eu não estava contigo”. Deus nos busca e vai ao nosso encontro desde a criação do mundo e continua a perguntar: “Adão, onde você está?” Hoje, devemos apoiar-nos na palavra de Jesus “Buscai e achareis. Batei e vos será aberto”. Ele promete dar a si mesmo, para além das coisas fúteis que lhe pedimos, e mantém a sua promessa.

Retornar às coisas!
A Bíblia apresenta inúmeras passagens que falam de Deus vivo e nós, por nossa parte, sentimos a necessidade de um retorno à nossa “realidade” de fé em Deus. Talvez, até agora, não entendemos o profundo significado da verdadeira existência de Deus em nossa vida, como aconteceu com tantos pensadores e filósofos. A expressão que melhor explica este significado é “dar-nos conta” ou abrir os olhos sobre a existência de Deus na nossa história.

A presença de Deus
Deus revelou seu nome: “Eu sou aquele que sou”! “Eu sou o Deus vivo”! Mas, então, qual o significado real de Deus vivo? O Pregador da Casa Pontifícia tentou responder a esta pergunta traçando um perfil do Deus vivo, a partir da Bíblia, mas percebeu que isso seria uma loucura: descrever Deus vivo, delinear seu perfil, até mesmo através da Bíblia, seria muito redutivo.

O que podemos fazer, em relação ao Deus vivo, explicou Frei Cantalamessa, é ir além dos sinais que os homens traçaram sobre Ele. E citando Santo Agostinho, disse que devemos acreditar em um Deus que vai além daquele que acreditamos! Deus é a minha rocha, a nossa rocha, a “rocha da nossa salvação”.

Os primeiros Setenta tradutores da Bíblia, diante de uma imagem tão material de Deus, que parecia rebaixá-lo, substituíram o termo “rocha” como força, refúgio, salvação. Rocha não se refere apenas a Deus, mas também ao que devemos ser. Se Deus é rocha, o homem é um “alpinista”. O Pregador da Casa Pontifícia concluiu sua primeira meditação afirmando: “Deus existe e basta!” Aprendamos, também nós, a repetir estas simples palavras em nossa vida!

Disponível em Franciscanos.org.br

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