Notícias › 13/03/2018

Mineroduto da Anglo American rompe e atinge manancial em MG

Rompeu em Santo Antônio do Grama, na Região da Zona da Mata, nesta manha de segunda feira (12 / 03 / 2018) e despejou minério no manancial que abastece o município e também  o leito do Ribeirão Santo Antônio.

Técnicos da Companhia de Saneamento de Minas Gerais – COPASA estão no local da captação para fazer a análise da água e monitorar a situação. No site da COPASA a informação é “ que, em razão do rompimento de tubulação da Anglo American, em Santo Antonio do Grama, suspendeu a captação de água no córrego Santo Antonio nesta segunda-feira (12/03). A Companhia está providenciando alternativa para o abastecimento de água potável à população.”

www.youtube.com/watch?v=Fli-FGm1tzg

Moradores da cidade gravaram vídeos para denunciar o ocorrido e postaram nas redes sociais. A informação que se tem é que o rompimento ocorreu por volta de 07:40 da manhã.

Segundo informação da empresa, ao Jornal O Estado de Mina, a Anglo American ainda não tem noção nem da extensão e nem da  causa do acidente ainda está sendo avaliada.  “As causas estão sendo investigadas. Neste momento, nossos esforços são para medidas emergenciais que garantam o abastecimento de água da cidade”, informou a assessoria de imprensa da Anglo American.

Anglo American acumula uma história de impactos negativos e descaso

O projeto Minas Rio é uma operação de minério de ferro no estado de Minas Gerais e Rio de Janeiro no Brasil. É operada e de propriedade da Anglo Ferrous, uma subsidiária da multinacional inglesa Anglo American plc.

Um mineroduto leva minério em pó, suspenso em água, até o litoral para exportação, no Porto Açu, na costa do estado do Rio de Janeiro. Este mienroduto tem 525 quilômetros de extensão e passa por 32 municípios, 25 no estado de Minas Gerais e 7 no estado do Rio de Janeiro. Muitas  terras foram expropriadas e a construção desse mineroduto causou graves danos tanto aos meios de subsistência agrícolas quanto aos ecossistemas locais;  pastagens foram cortadas em duas por uma fissura profunda onde o encanamento foi empurrado em região  de revelo montanhoso aumentando processos erosivos. Por sua vez, a construção portuária também envolveu expropriação de terras e levou à erosão das praias, à inundações e poluição das terras agrícolas locais pela água do mar.

O uso intensivo de água fresca para transportar a poupa de minério bombeada através da tubulação reduziu a disponibilidade dessa água para outros usos, particularmente a agricultura. Apenas para transportar minério para porto no Rio de Janeiro, a mina Minas-Rio usa água suficiente para abastecer 400 mil pessoas por dia com suas necessidades básicas.

De acordo com os dados contidos no acordo de licenciamento da Anglo American em Minas Rio, as operações da  mina incluindo o mineroduto usam 5.023 metros cúbicos de água por hora e sua atividade baixa a lençol freático e destrói as áreas de recarga e aquíferos, uma vez que é na camada de minério de ferro que a água se acumula. Pelo menos, seis comunidades estão convivendo com falta de água devido à secagem de nascentes.

Fonte: http://www.falachico.org/2018/03/minereduto-da-anglo-american-rompe-e_12.html

 

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