Notícias › 05/11/2018

8º CENTENÁRIO DO ENCONTRO ENTRE FRANCISCO DE ASSIS E O SULTÃO AL-MALIK AL-KÄMIL

O encontro de 1219 em Damietta inspirou uma tradição de diálogo cuja importância contemporânea está se tornando cada vez mais relevante. A Pontifícia Universidade Antonianum (PUA) está empenhada em tornar cada vez mais frutífera a memória desse encontro, vendo isso como um contrapeso necessário às crises políticas e ambientais que caracterizam nossa época.

A PUA deseja incentivar encontros para reflexão e discussão em lugares de importância franciscana (tanto do passado como do presente), com foco na geopolítica da paz e da coexistência pacífica entre os povos.

Veja a programação em comemoração dos 800 anos do encontro entre Francisco e o Sultão:

Murcia-Granada , 4 a 7 de março de 2019: Uma reflexão sobre as línguas, a cultura, e a metodologia dos encontros entre as religiões – a partir da perspectiva de Raymond Lull.

Veneza, 14 de março de 2019: O Instituto Ecumênico São Bernardino conduzirá discussões sobre o aprofundamento da nossa compreensão de novas abordagens para a reciprocidade inter-religioso e ecumênico.

Roma, 09 de abril de 2019: As três faculdades da Universidade Pontifícia Antonianum irá cooperar em apresentar o tema de como a hospitalidade de Al Malik é registrado na tradição cristã.

Jerusalém, 15 de maio de 2019: O foco será sobre o evento em si – o encontro entre Francisco e Al-Malik e seus desenvolvimentos historiográficos.

Istambul, 19 de outubro de 2019: Os estados atuais e futuras de relações islâmico-cristão serão consideradas.
Ao cruzar as linhas do exército cruzado e envolver-se no cerco de Damietta a caminho do encontro com Al-Malik, Francisco de Assis tornou-se um emblema da possibilidade de superar barreiras entre povos, culturas e religiões. Em uma interpretação criativa, a chamada “Oração pela Paz de São Francisco” foi atribuída a ele durante as crueldades da Primeira Guerra Mundial – um espectro que surge ameaçadoramente mais uma vez. A oração também foi usada durante a reunião inter-religiosa de 1986 em Assis, e pelo Papa Francisco em Mianmar.

O evento e sua interpretação se fundiram e se fundirão, e essa interação é merecedora de um estudo avaliativo que evite cuidadosamente pressupostos positivistas ou anacronismos. A reflexão ecumênica tem sido inovadora ao ver Francisco como um ideal de reforma e renovação interconfessional nos campos humano, social, político, ético e estético.

Posteriormente, Francisco também vem exemplificar a religião que é aberta e capaz de incluir até mesmo aqueles que não se identificam com a religião institucional.

Disponível em Custódia Sagrado Coração de Jesus

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