Notícias › 07/06/2018

Giro de notícias com Papa Francisco

Papa Francisco: “com a graça da vergonha”

“A vergonha é uma graça que nos leva a pedir perdão, assim como é uma graça o dom das lágrimas, que lava os nossos olhos e faz-nos ver melhor a realidade”. Papa Francisco escreve o prefácio da sexta edição do pequeno livro “Quem reza se salva” organizado pelo padre Giacomo Tantardini. O manual com as orações mais simples da tradição cristã, foi publicado pela primeira vez em 2001.

Cidade do Vaticano

“A vergonha é uma graça que nos leva a pedir perdão, assim como é uma graça o dom das lágrimas, que lava os nossos olhos e faz-nos ver melhor a realidade”: são palavras do Papa Francisco sobre o essencial para a “boa confissão”, no prefácio que recentemente escreveu à sexta edição do pequeno livro “Quem reza se salva” organizado pelo padre Giacomo Tantardini (1946-2012).

O pequeno manual com as orações mais simples da tradição cristã, foi publicado pela primeira vez em 2001 pela revista “30Dias”. Seguiram outras edições, até a de 2005 com a introdução escrita pelo então cardeal Joseph Ratzinger, que logo depois seria eleito Papa. A edição atual mantém o mesmo texto e apresenta uma breve reflexão do Papa Francisco na sua introdução.

“O meu amigo padre Giacomo”

O Santo Padre inicia com as palavras de Santo Ambrósio na Expositio psalmum 118 “Vem, então, Senhor Jesus. Vem a mim, busca-me, encontra-me, toma-me nos braços, carrega-me”. Uma oração, explica Francisco, “muito especial para o padre Giacomo”, que “a rezava com frequência”. Por isso foi escolhida como capa do suplemento dedicado pela revista internacional por ocasião da morte do sacerdote, ocorrida em 19 de abril de 2012. A edição da revista apresentava uma recordação intitulada “O meu amigo padre Giacomo” escrita em 6 de maio daquele ano pelo então Arcebispo de Buenos Aires, Dom Bergoglio.

“ No prefácio, o Pontífice recorda o ‘seu coração de criança, a sua tão consciente oração de que é o Senhor quem toma a iniciativa e não podemos fazer nada sem ele. Por isso, acrescenta, ‘não por acaso, o autor deste pequeno livro escolheu como título uma expressão de Santo Afonso de Ligório ”

Quem reza se salva

Traduzido em várias línguas” e “difuso em centenas de milhares de exemplares em todo o mundo, chegando gratuitamente em muitas missões católicas espalhadas em todos os ângulos da terra”, o “pequeno livro” – assim define Papa Francisco – nasceu de uma intuição de Tantardini “a pedido dos jovens que se convertiam ao cristianismo”. E hoje, “os amigos de padre Giacomo o consideram como o presente mais belo”. Principalmente porque – afirma o Papa – além das orações, reúne “tudo o que ajuda a fazer uma boa confissão”. A propósito disso o Pontífice cita uma frase que o padre “repetia com frequência no último período da sua vida: ‘Quem se confessa bem, se torna santo’. E partindo desta afirmação, o próprio Francisco completa o prefácio com uma espécie de vademecum para o penitente que se aproxima do sacramento.

O sacramento da penitência

“O ponto de partida – esclarece – é o exame de consciência, a dor sincera pelo mal cometido”. Segue “o reconhecimento dos pecados, de modo concreto e com sobriedade. Sem ter vergonha da própria vergonha”. De resto, como ensina o Evangelho, “ao Senhor é suficiente um sinal de arrependimento. A misericórdia divina espera com paciência a volta do filho pródigo, antes, o antecipa, o previne tocando por primeiro seu coração, a ponto de criar nele o desejo de ser abraçado pela sua infinita ternura e de poder recomeçar a caminhar”.

Por isso, sugere o Papa, “no confessionário, devemos ser concretos no reconhecimento dos pecados, sem reticências”, porque, “logo vemos que é o próprio Senhor que nos ‘fecha a boca’, como se dissesse: está bem assim. Para ele, basta ver este sinal de dor, não quer torturar a sua alma, quer abraçá-la. Quer a sua alegria”. Papa Francisco conclui com uma certeza que recorre em todo o seu magistério, “Jesus veio para nos salvar assim como somos: pobres pecadores, que pedem para ser buscados, encontrados, abraçados e carregados por Ele”.

Fonte: https://www.vaticannews.va/pt/papa/news/2018-06/papa-francisco-prefacio-livro-reza-salva.html


Papa: a Igreja somos nós. Não existem patrões nem operários

“A Igreja somos todos nós e todos temos a responsabilidade de santificar uns aos outros, cuidar dos outros”, disse o Papa Francisco na Audiência Geral.

Cidade do Vaticano

“O Espírito nos descentraliza do nosso ‘eu’ para nos abrir ao ‘nós’ da comunidade cristã, como também ao bem da sociedade em que vivemos”: palavras do Papa Francisco na Audiência Geral de quarta-feira (06/06), na Praça S. Pedro.

O Papa Francisco deu continuidade ao ciclo de catequeses sobre o Sacramento da Crisma, falando dos efeitos que o dom do Espírito Santo faz amadurecer na vida dos crismados.

Armazém da alma

O Pontífice reforçou que o Espírito Santo é um dom e as graças que recebemos devemos dar aos outros, e não armazená-las na alma. “As graças são recebidas para dar aos demais. Isso faz o cristão.”

“Algumas pessoas pensam que a Igreja tem dono: o papa, os bispos, os sacerdotes e os operários, que são os demais. Não! A Igreja somos todos nós e todos temos a responsabilidade de santificar uns aos outros, cuidar dos outros. A Igreja somos nós. Cada um tem o seu trabalho, mas a Igreja somos todos nós.”

Fonte: https://www.vaticannews.va/pt/papa/news/2018-06/papa-francisco-audiencia-geral-patroes-operarios.html#play


Audiência: a paz é para ser doada. A fofoca não é obra do Espírito Santo

O Papa Francisco voltou a falar da destruição causada pela fofoca na Audiência Geral desta quarta-feira, na Praça São Pedro.

Bianca Fraccalvieri – Cidade do Vaticano

A paz que recebemos do Espírito é para dar aos outros, não devemos destruí-la com as fofocas! Na Audiência Geral desta quarta-feira (06/06) o Papa Francisco deu continuidade ao ciclo de catequeses sobre o Sacramento da Crisma, falando dos efeitos que o dom do Espírito Santo faz amadurecer na vida dos crismados.

O Pontífice reforçou que o Espírito Santo é um dom e as graças que recebemos devemos dar aos outros, e não para armazená-las. “As graças são recebidas para dar aos demais. Isso faz o cristão.”

A Igreja somos nós

O Espírito nos descentraliza do nosso “eu” para nos abrir ao “nós” da comunidade cristã, como também ao bem da sociedade em que vivemos.

“Algumas pessoas pensam que a Igreja tem dono: o papa, os bispos, os sacerdotes e os operários, que são os demais. Não! A Igreja somos todos nós e todos temos a responsabilidade de santificar uns aos outros, cuidar dos outros. A Igreja somos nós. Cada um tem o seu trabalho, mas a Igreja somos todos nós.”

Assim, a Confirmação une mais fortemente como membro vivo ao corpo místico da Igreja, vinculando à Igreja universal e fortalecendo o compromisso com a vida da Igreja particular, em união com o Bispo. Este, enquanto sucessor dos Apóstolos, é o ministro originário deste sacramento.

Na conclusão do rito da Crisma, explicou ainda o Papa, o Bispo diz a cada crismando: “A paz esteja contigo”, recordando a saudação de Cristo aos discípulos.

A fofoca não é obra do Espírito

Improvisando, o Papa pediu que pensemos na nossa própria comunidade paroquial. O Bispo dá a paz ao crismando e depois a damos entre nós. “Isso significa paz”, disse o Papa. O problema é o que acontece depois ao sairmos da Igreja.

“Começam as fofocas e as fofocas são guerras. Isso não está bem. Se recebemos o sinal da paz do Espírito Santo, devemos ser homens e mulheres de paz e não destruir a paz do Espírito. Pobre do Espírito Santo com o trabalho que ele tem conosco, com o hábito de fofocar. Pensem bem, a fofoca não é obra do Espírito Santo, não é obra de unidade da Igreja. A fofoca destrói aquilo que Deus faz. Por favor, vamos parar de fofocar!”

Semente que deve ser cultivada

Outra característica da Crisma é que este sacramento se recebe uma só vez, mas o seu dinamismo espiritual perdura ao longo do tempo. Além do mais, ninguém recebe a Confirmação somente para si mesmo, mas para cooperar para o crescimento espiritual dos outros.

Aquilo que recebemos de Deus como dom deve ser de fato doado para que seja fecundo e não, ao invés, sepultado por temores egoístas.

“ Quando temos a semente em mãos não é para colocá-la no armário, é para semear. Toda a vida deve ser semente para que dê fruto. ”

O Papa então concluiu:

“Exorto os crismandos a não ‘enjaular’ o Espírito Santo, a não opor resistência ao Vento que sopra para impulsioná-los em liberdade, a não sufocar o fogo ardente da caridade, que leva a viver a vida por Deus e pelos irmãos. Que o Espírito Santo conceda a todos nós a coragem apostólica de comunicar o Evangelho com as obras e as palavras aos que se encontram no nosso caminho. Mas as palavras boas, aquelas que edificam, não as palavras de fofocas. Por favor, quando saírem da Igreja, pensem que a paz recebida é para dar aos outros e não para destruí-la com a fofoca. Não se esqueçam.”

Rezar pelos sacerdotes

Ao final da catequese, o Papa recordou que na próxima sexta-feira celebra-se a Solenidade do Sagrado Coração de Jesus. Francisco então convidou a rezar durante todo o mês de junho ao Coração de Jesus e a apoiar com a proximidade e o afeto os sacerdotes, para que sejam imagem daquele Coração repleto de amor misericordioso.

Fonte: https://www.vaticannews.va/pt/papa/news/2018-06/papa-francisco-audiencia-geral-crisma-paz.html


Papa: os cristãos “sem memória” perdem o sal da vida

“Memória” foi a palavra-chave na homilia da missa celebrada na Casa Santa Marta. Francisco pediu que os fiéis façam memória dos encontros com Cristo, dos antepassados e da lei do amor.

Alessandro Di Bussolo – Cidade do Vaticano

A memória cristã é o sal da vida, voltar para ir para frente: devemos recordar e contemplar os primeiros momentos nos quais encontramos Jesus. Palavras do Papa Francisco na missa celebrada na manhã de quinta-feira (07/06) na capela da Casa Santa Marta. A sua homilia foi inspirada na exortação de São Paulo a Timóteo, na Primeira Leitura: “Lembra-te de Jesus Cristo”.

Sal da vida

Trata-se de voltar com a memória para encontrar Cristo, explicou o Papa, “para encontrar forças e poder caminhar para frente. A memória cristã é sempre um encontro com Jesus Cristo”.

A memória cristã é como o sal da vida. Sem memória não podemos ir para frente. Quando encontramos cristãos “desmemorados”, logo vemos que perderam o sabor da vida cristã e acabaram como pessoas que cumprem os mandamentos, mas sem a mística, sem encontrar Jesus Cristo. E Jesus Cristo devemos encontrá-lo na vida.

Encontros, antepassados e lei

Francisco acrescentou que são três as situações em que podemos encontrar Jesus Cristo: “nos primeiros momentos, nos nossos antepassados e na lei”. A Carta aos Hebreus nos indica como fazer:

“Evoquem na memória aqueles primeiros tempos, depois da conversão, em que eram tão fervorosos …” “Cada um de nós tem momentos de encontro com Jesus”. Na nossa vida, prosseguiu o Papa, houve “um, dois, três momentos em que Jesus se aproximou, se manifestou. Não esqueçam esses momentos: devemos ir para trás e retomá-los porque são momentos de inspiração, onde nós encontramos Jesus Cristo”.

Cada um de nós tem momentos assim: quando encontrou Jesus Cristo, quando mudou de vida, quando o Senhor lhe fez ver a própria vocação, quando o Senhor o visitou num momento difícil… Nós no coração temos esses momentos. Busquemo-los. Contemplemos esses momentos. Memória daqueles momentos nos quais eu encontrei Jesus Cristo. Memória daqueles momentos nos quais Jesus Cristo encontrou a mim. São a fonte do caminho cristão, a fonte que me dará as forças.

“Eu recordo esses momentos?”, perguntou Francisco. “Momentos de encontro com Jesus quando a minha vida mudou, quando me prometeu algo?” “Se nós não lembramos, vamos procurá-los. Cada um de nós tem os seus.”

Não recebemos a fé por correio

O segundo encontro com Jesus, disse ainda o Papa, acontece através da memória dos antepassados, que a Carta aos Hebreus chama “os seus chefes, que lhes ensinaram a fé”. Também Paulo, sempre na segunda carta a Timóteo, o exorta assim: “Lembre-se de sua mãe e de sua avó que lhe transmitiram a fé”. “Não recebemos a fé por correio”, afirmou o Papa, mas “homens e mulheres nos transmitiram a fé” e diz a Carta aos Hebreus: “Olhem para eles que são uma multidão de testemunhas e se fortaleçam neles, eles que sofreram o martírio”.

Sempre quando a água da vida se torna um pouco turva, destacou Francisco, “é importante ir à fonte e encontrar nela a força para ir avante. Podemos nos perguntar: eu evoco os meus antepassados? Eu sou um homem, uma mulher com raízes? Ou me tornei desarraigado? Somente vivo no presente? Se é assim, é preciso imediatamente pedir a graça de voltar às raízes”, àquelas pessoas que nos transmitiram a fé.

A lei do coração

Por fim, a lei, que Jesus nos faz recordar no Evangelho de Marcos. O primeiro mandamento é: “Escutai, Israel, o Senhor nosso Deus”.

A memória da lei. A lei é um gesto de amor que o Senhor fez conosco porque nos indicou o caminho, nos disse: por esta estrada não vai errar. Evocar na memória a lei. Não a lei fria, que parece simplesmente jurídica. Não. A lei do amor, a lei que o Senhor inseriu no nosso coração.

“Eu sou fiel à lei, lembro da lei, respeito a lei?”, questionaou ainda o Papa. Algumas vezes, nós cristãos, inclusive consagrados, temos dificuldade de dizer de cor os mandamentos: ‘Sim, sim, eu lembro, mas depois a um certo ponto erro, não lembro”.

Memória e esperança

Lembrar-se de Jesus Cristo, concluiu o Papa, significa ter “o olhar fixo no Senhor” nos momentos da minha vida nos quais eu O encontrei, momentos de provação, nos meus antepassados e na lei. E a memória “não é somente um ir para trás”. É ir para trás para ir para frente. Memória e esperança vão juntas. São complementares, se completam. “Lembre-se de Jesus Cristo, o Senhor que veio, pagou por mim e que virá. O Senhor da memória, o Senhor da esperança”.

O convite final do Papa é que cada um de nós hoje pegue um minuto para se perguntar como está a memória dos momentos nos quais encontrei o Senhor, a memória dos meus antepassados e a memória da lei. Depois, como vai a minha esperança, naquilo que espero. “Que o Senhor nos ajude neste trabalho de memória e de esperança.”

Fonte:https://www.vaticannews.va/pt/papa-francisco/missa-santa-marta/2018-06/papa-francisco-missa-santa-marta-memoria.html


Papa Francisco escreve a padre Gutierrez por ocasião de seus 90 anos

O Papa agradece padre Gutierrez “por todos os seus esforços e pela sua maneira de questionar a consciência de cada um, para que ninguém permaneça indiferente diante do drama da pobreza e da exclusão”.

Cidade do Vaticano

“Uno-me à sua ação de graças a Deus, e agradeço-lhe pela sua contribuição à Igreja e à humanidade através do seu serviço teológico e o seu amor preferencial pelos pobres e descartados da sociedade”. Assim escreve o Papa Francisco em um carta de felicitações enviada ao teólogo peruano Padre Gustavo Gutierrez, frade dominicano, considerado “pai da Teologia da Libertação”, por ocasião dos seus 90 anos.

Depois de assegurar a Padre Gutiérrez a sua oração “neste momento tão significativo da sua vida”, o Papa agradece “por todos os seus esforços e pela sua maneira de questionar a consciência de cada um, para que ninguém permaneça indiferente diante do drama da pobreza e da exclusão”. “Com esses sentimentos – acrescenta o Pontífice – encorajo você a continuar a sua oração e o seu serviço aos outros, oferecendo o testemunho da alegria do Evangelho. E por favor, peço que reze por mim”.

Papa Francisco recebeu Padre Gutierrez no Vaticano em 14 de setembro de 2013. Outro encontro entre Bergoglio e o padre dominicano foi em 22 de novembro de 2014, também no Vaticano, por ocasião da audiência aos missionários italianos que participaram do IV Encontro Missionário Nacional em Sacrofano (Roma), no qual Gutierrez foi um dos oradores. 

Fonte: https://www.vaticannews.va/pt/papa/news/2018-06/papa-escreve-padre-gutierrez-ocasiao-seus-90-anos.html

 

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